EDUCAÇÃO NO CAMPO É PRIORIDADE

17052017_111255ipva-isencao-pessoa-com-deficienciaUma audiência pública realizada na Assembleia legislativa do Rio de Janeiro ontem (31) de maio debateu o tema educação no campo. De acordo com membros da Comissão de Educação, o evento foi motivado pelo projeto de lei 3101/2014 que institui a política estadual de educação no campo e é de autoria do deputado Samuel Malafaia.

Este projeto busca equalizar o ensino do campo em relação ao restante do estado, uma vez que na zona rural o ensino não possui a atenção necessária para o seu real desenvolvimento.

O ideal para a educação no campo é que haja política pedagógica que respeite as especificidades do campo, bem como a especialização dos professores, o respeito à biodiversidade e o incentivo da permanência das pessoas no campo. Muitas escolas do campo foram fechadas no ano passado sem qualquer comunicação por parte dos órgãos competentes. As unidades escolares que ainda estão em funcionamento sofrem a falta de repasse público para investir em seus laboratórios, estrutura e desenvolvimento, e os alunos enfrentam a dificuldade do transporte público precário nos campos, principalmente os alunos da educação básica.

Além disso, estudantes de cursos técnicos e graduação nestes polos são obrigados a desistirem da formação por falta de alojamento por exemplo.

Pessoas estão saindo do campo e indo para as cidades devido à falta de oportunidades no campo para se desenvolverem o que afeta grandemente a questão da produção de alimentos. A agricultura familiar é responsável por 80% do que é produzido no campo para consumo dos brasileiros.

A educação no campo é extremamente importante não apenas pela educação que por si só já garante o seu real valor, mas também pela manutenção e continuação da vida no campo, e também pela importância da produção agrícola que alimenta grande parte da população. Precisamos garantir que os moradores do campo sejam valorizados pelo poder público.

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